Travel Blog Joao Cajuda

São Tomé e Príncipe

São Tomé e Príncipe

Alguns segredos nunca deveriam ser revelados, alguns posts nunca deveriam ser escritos, talvez este seja um deles. Numa altura em que o turismo parece ter “explodido”, escrever e partilhar os poucos paraísos que restam no planeta torna-nos, ainda que indirectamente, responsáveis pela sua destruição? 

É uma questão que me surge sempre que vou escrever ou partilhar fotos de algum local menos explorado. Tento muitas vezes evitar a geotag ou omitir o nome do lugar, não porque vos queira esconder, mas porque não quero voltar lá daqui a uns anos e sentir que de alguma forma contribui para a mudança daquilo que era quase intocado. Por outro lado sinto que é também uma “obrigação” minha partilhar a beleza dos locais, de retribuir a hospitalidade dos locais, e de alguma forma poder homenagear o seu país e cultura. É isso que tento fazer em cada vídeo que faço. Mas estarei eu a ajudar? Isto até pode parecer um pouco presunçoso, mas a verdade é que tenho vídeos com milhões de visualizações, estarei eu a ajudar à massificação dos destinos que visito e que partilho convosco? As redes sociais são uma excelente ferramenta para descobrir novos lugares e procurar inspiração para uma próxima viagem, mas não estarão também elas a destruir os lugares. Bom isto é um tema do qual quero muito escrever um artigo, mas não me vou alargar aqui… Achei que fazia sentido abordar porque é o que sinto enquanto escrevo este post sobre São Tomé e Príncipe. 

Obviamente que São Tomé e Príncipe não é segredo para ninguém. Muita gente sabe que é lindíssimo, muitos já lá foram e poucos são os que não vieram de lá rendidos… e se por um lado sinto que estou a “deitar lenha para a fogueira”, por outro quero partilhar convosco o povo encantador que conheci, as praias desertas onde nadei, os hotéis incríveis em que fiquei. 

 

 

 

 

São Tomé, e principalmente a ilha do Príncipe, são um dos lugares que mais gostei de visitar, sendo que uma das razões é o turismo ser ainda escasso. Há poucos hotéis, não há lojas com ímanes, não à restaurantes com brunch de tosta de abacate e panquecas com framboesas, não há Tuk Tuks, há sim a natureza quase em estado bruto, há peixe acabado de pescar no prato, há um povo que te aborda sem querer vender alguma coisa (até porque não há nada para comprar), há simplicidade. 

Já há muitos anos que queria conhecer a ilha do Príncipe, não tinha nenhuma razão em concreto, mas sempre achei que seria um lugar especial. Por essa razão São Tomé ficou um pouco para segundo plano. Ao contrário da maioria das pessoas, optei por ficar mais dias no Príncipe do que em São Tomé, ainda que seja uma ilha bem mais pequena. Neste post vou falar sobre a minha experiência e sobre os lugares que conheci, embora há ainda muito que ficou para explorar numa próxima oportunidade. 

 

ILHA DE SÃO TOMÉ

A ilha do “Leve Leve” tem muito para oferecer a quem a visita, praias tropicais, excelente comida, um povo acolhedor e sorridente. Neste post deixo algumas dicas e lugares que não podes deixar de visitar. LER MAIS…

ILHA DO PRÍNCIPE

Há uma razão que me fez viajar até à remota ilha do Príncipe, a natureza… O Príncipe é um dos lugares mais virgens onde estive, e provavelmente onde alguma vez estarei. LER MAIS…

 

DINHEIRO

Não existem caixas de multibanco, por isso levantar dinheiro está fora de questão. O Euro é aceite em todo o lado, não tive necessidade de trocar para Dobras (a moeda local). Devem levar notas baixas de 5€ ou 10€ para ser mais fácil darem-vos troco que normalmente será em Dobras. Nos hotéis podem pagar com Multibanco ou cartão de crédito. 

São Tomé e Príncipe não é um destino barato… o que ao contrário do que possas imaginar até tem o seu lado bom, dificilmente se tornará num destino de massas. Relembro que quase tudo aqui é importado. As refeições são no geral caras (acima dos 15€) assim como qualquer actividade, por exemplo um passeio de jipe com guia pode chegar aos 60€ por pessoa.

 

CLIMA

São Tomé e Príncipe tem um clima tropical, com as altas temperaturas que pouco variam ao longo do ano. Podemos dizer que o país tem apenas duas estações, a época de chuvas, que ocorre de fevereiro a maio e de outubro a dezembro cujas temperaturas variam entre os 23ºC de mínima e 31º de máxima. A estação seca ocorro no mês de janeiro e entre junho e setembro e as temperaturas variam entre os 21ºC de mínima e os 28ºC de máxima). A juntar a isto metam a humidade e dá sempre um reel feel de quase 40ºC… confesso que houve dias que nem energia tinha, só me apetecia estar à sombra da bananeira e a dar mergulhos. 

 

 

 

CRIMINALIDADE

É muito pouco comum, senti-me sempre muito seguro, no entanto como em qualquer país é necessário ter bom senso e não se meter a jeito. 

 

TRANSPORTES

Os públicos são quase inexistentes. Existem táxis que facilmente consegues pedir no hotel e umas carrinhas “tudo ao molhe e fé em Deus” que estão sempre a passar. Pedes para parar e se couberes nalgum espacinho, nem que seja no tejadilho, é de aproveitar, são muito baratas. Outra opção que te dará maior liberdade é alugares um carro na recepção do hotel, os valores andam entre os 50€ o dia para um carro normal e os 100€ para um jipe 4X4. Atenção que algumas estradas não são muito boas e muitas vezes a sinalização é inexistente. 

Outra opção é contratares um guia que já tenha carro e te possa mostrar os locais da ilha. Basta dois dedos de conversa com algum motorista do hotel que eles arranjam logo um tempinho para mostrar a ilha ou dar-te o contacto de alguém que aluga motos ou carro. 

 

 

 

GUIAS

Há quem goste de se aventurar sozinho, há quem goste de ter um guia. Geralmente sou eu que me meto à estrada, mas como não tinha muito tempo achei melhor opção ter alguém que conhecesse bem a ilha e me levasse aos melhores locais em pouco tempo. 

Deixo aqui o contacto de um excelente guia em São Tomé, o Mayke Jackson. Foi ele que nos levou a conhecer o norte da ilha no único dia que tivemos livre. 

Mayke Jackson: +239985 8531

FACEBOOK – https://www.facebook.com/maykejackson.jackson/about)

 

CRIANÇAS 

São milhares por todo o lado, simpáticas e gulosas! Vão dar-te cabo da cabeça até que lhes dês um doce 🙂 Ainda assim, se quiseres levar prendas tenta evitar os doces e oferece roupa ou material escolar, é muito mais útil e não lhes faz mal à saúde. É importante também que não distribuas os teus donativos na rua, entrega numa instituição (deixo em baixo uma mas se souberem outras digam-me), numa escola ou aos mais velhos da comunidade que farão uma distribuição justa. Dar prendas na rua é fazer com que uma criança prefira estar na rua “à perna” dos turistas em vez de estar na escola a estudar. 

Instituições: 

https://www.facebook.com/fcriancajuventude/ 

 

SÁUDE

Beber apenas água engarrafada é fundamental se não quiseres estragar as férias. Gelo nas bebida só mesmo nos locais de confiança como o hotel. Não há vacinas obrigatórias mas há algumas que são recomendadas, assim como também fazer a profilaxia da malária, aconselho que faças uma consulta do viajante antes da viagem (ver artigo sobre onde fazer a consulta do viajante). As infra-estruturas hospitalares são limitadas e muitos medicamentos não estão disponíveis. Em casos graves o mais certo é ires para Angola ou regressares a Portugal. Levar muito repelente e roupa clara. Não te esqueças de fazer um seguro de viagem! 

 

VISTO

(informação retirada do site da STP Airways) 

“Não é necessário um visto válido caso pretenda ficar menos de 15 dias. Nos termos da deliberação do Governo de São Tomé e Príncipe sobre a supressão de vistos, os cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), União Europeia (EU), Estados Unidos da América (EUA) e Canadá, titulares de passaportes válidos, podem entrar e permanecer em São Tomé e Príncipe, com dispensa de Vistos, por um período não superior a 15 (quinze) dias. Caso a sua estadia for mais de 15 dias, o visto pode ser obtido na Embaixada de São Tomé e Príncipe em Lisboa: O visto pode ser obtido na Embaixada de São Tomé e Príncipe em Lisboa: http://www.embaixadas.net/1/13357/Sao-Tome-e-Principe-em-Lisboa”

 

 

Este post teve o apoio da HBD.

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